texto que encontrei

by Elizabeth

 
Encontrei este texto e estou enviando para vocês.
Beijos.
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Para espanto e certo desgosto de Darcy, ele se tornara o novo eleito das constantes atenções da Sra. Bennet.
Quase que imediatamente após ter passado o choque inicial causado pelo impacto que a inclusão de Darcy tivera na família dos Bennet, a Sra. Bennet o escolheu como seu favorito. A mesma força que o sentimento de rejeição tivera no espírito da Sra. Bennet em relação a Darcy transformara-se na mais fervorosa admiração. Nada e nem ninguém podia superá-lo em beleza, elegância e nobreza de caráter; e a sua determinação em agradá-lo a nada se esmorecia.
O desespero e apreensão de Elizabeth em relação a aquela aproximação de sua mãe com o noivo eram evidentes. Senti-se incomodada ao ver como sua mãe se apoderava de Darcy e este incrivelmente mostrava-se perfeitamente calmo com toda aquela circunstância.
Na verdade ele encarava aquilo como sendo uma espécie de penitência que deveria ser submetido a fim de conquistar o respeito e a admiração da família da mulher que amava. Darcy realmente não se importava em ser incansavelmente exibido, com evidente orgulho, por parte da Sra. Bennet, a todas as vinte e quatro famílias que faziam parte das relações dos Bennet; pois o seu espírito nunca estivera em tão grande indulgência e boa vontade em relação a tudo que o cercava. Da sua parte, ele lutava contra suas próprias barreiras impostas por sua latente timidez com o intuito de agradar a todos da melhor maneira que lhe era possível, forçando-se a falar com o máximo de naturalidade e simpatia com pessoas que nunca havia se relacionado antes.
Evidentemente, tal esforço não apenas trouxera a ele uma rápida ascensão entre os habitantes da região, que agora o consideravam o mais nobre dos rapazes, como também uma contínua dor de cabeça e uma forte sensação de cansaço.
Porém, a única coisa que o desagradava, em todo este processo, era o fato de quase não poder ficar muito próximo a Elizabeth quanto desejava. De fato, quase nunca estavam a sós e sim cercados de pessoas.
Darcy chegou a sentir um pouco de inveja de Bingley, que mesmo tendo de freqüentar todas as visitas à vizinhança, era-lhe dado tempo e liberdade para poder aproveitar mais particularmente a companhia de sua noiva. Certa ocasião, até mesmo o Sr. Bennet repreendeu sua esposa por assenhorear-se tanto de Darcy e alegou que a este deveria ser dada a oportunidade de também poder usufruir mais tranquilamente o convívio com Elizabeth. No entanto, a Sra. Bennet pareceu se ofender com tal observação e alegou que os noivos teriam muito tempo para ficarem juntos no futuro, mas que no momento as devidas apresentações deveriam ser feitas conforme a etiqueta e que o rapaz em questão, mais do que todos, se tratava de um homem de classe e estirpe que conhecia bem suas obrigações e que por seguinte, em nada se queixava.
Foi com alívio e alegria que Darcy, finalmente, pôde dividir as atenções da Sra. Bennet com sua própria família e a de Bingley que chegaram poucos dias antes ao do casamento.
A mãe de Elizabeth mostrara-se verdadeiramente encantada com a docilidade de Georgiana e a elegância de seus tios. O coronel Fitzwilliam só chegou dois dias depois e rapidamente se tornou o novo alvo de todas as mães com jovens em idade de se casarem. Pela primeira vez Darcy conseguiu desfrutar a companhia de Elizabeth durante quase todo o baile em Meryton, claro, que somente após ter percorrido todo o salão de ao lado da Sra. Bennet e desta se sentir suficientemente satisfeita com o efeito atingido por sua exibição.
Diferentemente do mesmo baile ocorrido um ano antes, este foi muito agradável para Darcy. A esta altura ele conhecia uma boa parte dos convidados, pelo menos a parte que os Bennet consideravam dignos de relacionamento, então recebeu muita atenção de todos e a presença de sua família no baile era-lhe muito reconfortante. Elizabeth permaneceu ao seu lado com os dedos entrelaçados nos seus durante todo o tempo, mesmo assim, dançaram apenas duas danças, pois Darcy não conhecia suficientemente bem as demais e Elizabeth não conseguiu persuadi-lo a executar danças que tinha pouco domínio. A moça o olhava de uma forma que ele julgava conhecer, analisando-o com um leve sorriso nos lábios e com um ar divertido e zombeteiro, deixando-o, como sempre, pouco à vontade.

- Não sabia Darcy que você era tão pouco “prendado” na arte da dança. Muito me espanta um homem que exige tanto de uma moça para considerá-la digna de ser considerada “prendada”por todos, saber tão pouco de dança. Como então, você poderia julgar se uma moça é ou não “prendada”?

- Percebo que você prestou muita atenção a todas as bobagens que andei falando. Mas para uma moça ser “prendada” ela, e não eu, deve saber dançar. Quanto a julgá-la é fácil, basta ela não errar o passo e jamais pisar no meu pé – respondeu com um sorriso zombeteiro nos lábios.

- Acredito, então que você julga uma moça a vendo dançar com outro cavalheiro e observando se ela não o pisa o pé, já que se for se pautar por sua própria experiência no caso, jamais encontraria uma moça prendada sequer; não porque não existam, mas por sua própria limitação em quantitativos.

- Não me julgue por este baile, pois nas festas que freqüento sei dançar perfeitamente todas as danças que se apresentam. Portanto, posso julgar por mim mesmo e não apenas observando um casal.

- Há claro! Como posso me esquecer que você pertence a uma classe superior e não está acostumado a bailes públicos e a danças animadas. Seu conhecimento limita-se a um pequeno número de danças aristocráticas e de fácil execução.

- Elizabeth! Você está tentando brigar comigo? Aviso que não entrarei no seu jogo, pois como alguém certa vez me disse, gosto de estragar os estratagemas e desiludir a pessoa que me provoca – abriu um largo sorriso e com um olhar de desafio prosseguiu – e agora, despreze-me se ousar.

- Eu não ouso – Elizabeth lhe retribuiu o sorriso – Amo-o demais Sr. Fitzwilliam Darcy, para conseguir isto.

Esta resposta desarmou Darcy completamente; um forte sentimento se apoderou dele e foi possível ver um lampejo de felicidade invadir seus olhos. Esta fora a primeira vez que Elizabeth dissera que o amava. Uma grande emoção tomou conta de seus sentidos e uma onda de calor invadiu seu corpo, seu coração disparou e sentiu real dificuldade em respirar; desviou seus olhos de Elizabeth e vagou sua vista pelo salão na tentativa de se conter.

- Darcy! Você está bem?

Darcy apenas assentiu com um leve gesto de cabeça e depois depositou um beijo carinhoso na palma da mão de Elizabeth para depois voltar os olhos novamente para onde os casais estavam rodopiando em sua dança. Logo, porém, o suor começou a brotar em suas têmporas e ele se sentiu sufocado naquele ambiente; instintivamente levou a mão em direção ao colarinho o afrouxando um pouco e procurou por uma abertura - uma porta ou janela - que pudesse vir a tomar um pouco de ar puro.

- Está muito quente aqui, Elizabeth. Podemos sair um pouco?

- Claro!

Levantaram-se de onde estavam e seguiram em direção a uma das portas laterais que dava para uma varanda.


Continua.....




Mensagem enviada Dec 13, 2006, 2:01 PM
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