| fumeiro e presunto: para onde vamosNovember 16 2003 at 2:56 AM Sem pontuação para esta mensagem | barrosão e anarco conformista (no login) |
| Os acontecimentos recentes são preocupantes. A Câmara Municipal prepara-se para entregar numa bandeja todas as matérias relacionadas com a produção e comercialização do fumeiro e presunto de Barroso ao Eng.º Justo. Em princípio, a próxima edição da feira será já organizada pela associação de produtores da Cooperativa, que deterá a certificação da produção no futuro. É mais uma velha ambição do famoso eng.º técnico da batata que se concretiza. Há uns tempos, a Assembleia Municipal aprovou, quase por unanimidade, a cedência à Cooperativa de um lote de terreno na zona industrial a preços simbólicos (€ 0,50 por metro quadrado), para esta construir uma unidade de transformação de fumeiro em moldes tradicionais. Mas, o que é isso? Como toda a gente sabe, é uma fábrica que vai produzir fumeiro e o vai vender na feira e noutros espaços como tradicional. Ninguém acredita que a Cooperativa vá comprar os animais criados em moldes tradicionais aos agricultores, sobretudo porque estes não são tolos. E a produção vai ser tradicional? Não me parece possível, mesmo que haja essa vontade. No entanto, os compromissos políticos a isto obrigam. O Sr. Presidente da Câmara está rodeado de derrotados e com a corda na garganta e tenta, a todo o custo, manter-se à tona. Não será necessário, mas não deixo de lhe deixar um conselho: já muita gente pensou que tinha o famoso eng.º na mão, mas, num golpe de asa, ele escapou. Por altura das eleições veremos para quem vai o seu precioso apoio.
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| | Author | Reply | A. Sido (no login) | Feira do Fumeiro (R.I.P?)Sem pontuação para esta mensagem | November 16 2003, 9:40 PM |
Esta poderá ser uma boa questão para o Ecomuseu do Barroso, não acham?
A. Sido |
| Anonymous (no login) | Re: Feira do Fumeiro (R.I.P?)Sem pontuação para esta mensagem | November 20 2003, 1:52 AM |
É estranho o Ecomuseu de Barroso. Quem não espera nada dos actuais responsáveis políticos locais, tem que reconhecer que este projecto é uma pedrada no charco. Não conheço todo o projecto. Mas aquilo que sei é bom e, se nada de concreto resultar dele, pelo menos o rumo esrava correcto.
Mas é estranho porque? Porque as práticas políticas recentes são diametralmente opostas ao espírito do projecto.
Espero que esta opinião resulte apenas dum pessimismo injustificado. |
| Artur (no login) | Re: Re: Feira do Fumeiro (R.I.P?)Sem pontuação para esta mensagem | November 20 2003, 11:46 AM |
O Paulo escreveu:
"Porque as práticas políticas recentes são diametralmente opostas ao espírito do projecto.
Espero que esta opinião resulte apenas dum pessimismo injustificado".
Posso até estar de acordo. Mas poderias concretizar, dando exemplos das práticas políticas a que te referes? Poderá ser um bom ponto de partida para uma discussão esclarecida acerca do Ecomuseu, que é coisa necessária e recomendável, dado que considero esse projecto muito bom, com pernas para andar, desde que deixem trabalhar.
Artur
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| Anonymous (no login) | Re: Re: Re: Feira do Fumeiro (R.I.P?)Sem pontuação para esta mensagem | November 23 2003, 6:50 PM |
Não me referia, está bom de ver, ao Ecomuseu. Queria dizer que o "espírito" do Ecomuseu não é muito compatível com, por exemplo, a Pista de Autocrosse. O Ecomuseu é um projecto que aposta na natureza e etnografia barrosã; a pista, é um salto no escuro, sem possibilidades de vingar, por não encontrar no "millieu" as condições propícias ao seu desenvolvimento, contrária a qualquer corrente de desenvolvimento sustentado. Outro exemplo: a Câmara continua a "conspurcar" as nossas aldeias com alcatrão.
E há mais exemplos. Por isso "é estranho".
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| Paulo (no login) | Re: fumeiro e presunto: para onde vamosSem pontuação para esta mensagem | November 17 2003, 9:28 PM |
É de alguma forma triste como as vezes se transferem “poderes” de tamanha importância. Olhando-se, não à maneira mais inteligente, mais cheia de futuro mas à maneira de poder ganhar mais alguns votos nas próximas eleições. Eu interrogo-me muitas vezes sobre o desenvolvimento da nossa agricultura nestas ultimas décadas (olhando o futuro). Parece-me uma óptima ideia a do A. Sido. Não sei, até que ponto será possível. Mas seria interessante meter gente nova no barulho (leia-se desenvolvimento). O desenvolvimento depende do sangue e das ideias novas. É difícil deixarmos as politiquices. |
| Anonymous (no login) | Re: Re: fumeiro e presunto: para onde vamosSem pontuação para esta mensagem | November 20 2003, 2:03 AM |
Exacto. As politiquices são um mal necessário. Devem assumir-se como uma constante.
O problema estará, parece-me, na falta de opinião crítica, duma sociedade civil com discernimento, capaz de punir políticos sem elevação de espírito.
As perspectivas não são animadoras. Não sei se acredito menos na hipótese de se alterarem as lógicas políticas, se na capacidade da sociedade civil da nossa adorada terra. |
| Ecomuseu (no login) | Re: Re: Re: fumeiro e presunto: para onde vamosSem pontuação para esta mensagem | November 26 2003, 4:40 PM |
Peço desculpa por só hoje voltar ao forum.
A feira do Fumeiro e o Turismo no nosso concelho encontram-se num momento decisivo, de afirmação ou destruição.
As políticas deceidem pelo seu ponto de vista, mas penso que mais importante que isso é a falta de ambição dos que cá vivemos e a falta de coragem dos que estão fora de vir provar que isto pode ser feito de outra forma.
O turismo mais profissional, o ecomuseu, entre outras são fruto de algumas decisões arrojadas que precisam de apoio geral e de um crescente empenhamento da população. Mas todos sabemos que isto tem custos pessoais e muitas vezes profissioanis - há que fazer opções.
Centrando-me na feira penso que os produtores têm falta de ambição e que o futuro deste filão de Ouro deve ser repensado.
Temos de responsabilizar os produtores por tudo que sai das suas mãos (com um selo. Deveria ser feita uma diferenciação do produto de 1ª e 2ª com preços adquados. As explorações produtoras devem crescer e dar origem a canais de comercialização sérios...
Será possivel tudo isto a nível associativo?
Com a experiência que temos de associativismo?
Alguém deve ter o poder da Patente e essa deve estar com quem produz + quem comercializa = Qualificação do produto e Sucesso comercial.
Como ecomuseu apenas temos poder para questionar (para já...)
Haja proposta concretas para ver se pegam... |
| Anonymous (no login) | Re: Re: Re: Re: fumeiro e presunto: para onde vamosSem pontuação para esta mensagem | November 27 2003, 12:17 AM |
Muito bem.
Quando dizia que as politiquices são uma constante referia-me, um pouco a isso. Os políticos só fazem aquilo que a sociedade civil permitir. E só uma sociedade civil exigente e esclarecida tem bons (melhores) políticos. Em geral, os residentes no nosso concelho são pouco esclarecidos.
Tenho algumas idéias sobre a evolução desejável para o fumeiro e presunto de Barroso, mas pouco amadurecidas. De qualquer forma, aqui vão. Estes produtos são muito importantes para uma região que, à semelhança do país, tem uma economia produtiva muito débil, incapaz de criar valor acrescentado e emprego, por sua vez determinante no processo de desertificação e inversão do efeito "bola de neve" negativo ou degenerativo. Assim, em vez de copiar o modelo de certificação de Vinhais, que se está a revelar um verdadeiro fracasso, o correcto seria:
1) associar os concelhos de Montalegre, Boticas, Vinhais e Chaves nesta matéria, pois só assim passaria a haver dimensão crítica suficiente para, nomeadamente, gerar um volume de negócios para trabalhar o produto e o mercado;
2) qualquer um dos concelhos pensa que o seu é o melhor fumeiro do mundo, mas a realidade é que i) Chaves não tem porcos, mas o melhor presunto é de Chaves; ii) as condições de conservação precisam de ser melhoradas, pois basta que o nosso melhor fumeiro saia de Montalegre para se deteriorar; iii) sem perder as suas características marcadamente artesanais, a produção deveria ser sujeita a uma uniformização mínima, porque nem todo o produto tradicional é bom (penso que já todos nós provámos péssimo fumeiro tradicional de Barroso, com demasiada pimenta, com nacos de carne demasiado grandes e que enjoam, ...);
3) Para levar a cabo estas tarefas seria desejável a criação duma sociedade de fomento (ou parecida), se possível com participação significativa de um grupo empresarial forte e com experiência no ramo agro-alimentar; recursos financeiros volumosos, cujo desembolso poderia ser bastante amenizado por fundos comunitários; recursos humanos capazes; perseverança, nomeadamente por parte da classe política, pois os resultados projecto apenas seriam visíveis a longo prazo;
4) As unidades de produção seriam os actuais produtores, mais ou menos nos moldes dos produtores que estão a construir cozinhas regionais(?) - nem tudo é mau no actual projecto, aos quais seria exigida uma dimensão máxima e mínima, que seriam 0acompanhados e monitorizados pela sociedade de fomento em questões de produção e, possivelmente, com o exclusivo da comercialização.
E, por agora, não me lembro de mais nada. Concerteza falta aqui muita coisa. Isto não passam de idéias, que como disse, precisam de ser aprofundadas. |
| parreco (no login) | Re: Re: Re: Re: Re: fumeiro e presunto: para onde vamosSem pontuação para esta mensagem | December 16 2003, 8:22 PM |
| Roberto (no login) | O FumeiroSem pontuação para esta mensagem | January 13 2005, 2:38 PM |
Ja passou um ano desde a ultima intervenção. Será que se fez algo no sentido de inverter os erros que se teem cometido? Como aqui foi referido não seria inteligente por o "gabinete"do Eco museum atrabalhar neste projecto uma vez que o outro anda a passos de lesma, no que respeita a coisas visiveis? Claro que o fumeiro apesar da crise vai-se vender todo.... Agurdaremos as criticas para mais tarde.
Gostei de ver o Nuno Pedreira na RTP a dizer que o sistema de preços fixos vai ser uma realidade no restaurante dele. Tal;vez seja o modelo que os outros possam tambem optar para que não ha-ja mal entendidos.
E uma resposta importante na critica da exploração dos restaurantes. | |
| J.X. (no login) | AnonymousSem pontuação para esta mensagem | December 18 2003, 12:55 PM |
Isto espelha a dura realidade do nosso País.
As pessoas não são esclarecidas e não se preocupam em o ser. Estão cansadas ou já nasceram cansadas. Em tempo de eleições a abstenção fala por si.
As suas ideias são na verdade de uma maneira geral óptimas.
“A união faz a força e contra a força não há resistência” Mas quem convence as pessoas a remar para o mesmo lado? Como referiu e bem, são sistemas que levam o seu tempo a serem organizados e os resultados de um projecto destes apenas seriam visíveis a longo prazo. Logo à partida em Barroso é um pouco difícil de compreender estas coisas de longo prazo. Tem que ser a curto ou de repente. Um dia destes a falar com uma pessoa com responsabilidades em projectos de cozinhas tradicionais, dizia-me que uma coisa simples como esta “é um bicho de 7 cabeças”.
Confessava-me também o desgaste provocado por esta maneira difícil de compreender estas situações. Mas nos como somos um povo com uma grande dose de optimismo à mistura, não há-de ser nada e VIVA BARROSO
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| Zé do Outeiro (no login) | Re: AnonymousSem pontuação para esta mensagem | December 21 2003, 5:40 PM |
... e já para não falar em quem (pessoas com responsabilidades na matéria) anda a fazer negócio à custa da feira do fumeiro sem produzir uma só chouriça.
Barroso no seu melhor.
Z. O. |
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