Já em casa, Elizabeth não conseguiu dormir. Furiosa, passou a noite lembrando-se do atrito que tivera com William Darcy. Esta era a primeira vez que um homem a fazia perder o sono.
Pensou em seu emprego. Sabia que tinha que rejeitá-lo, e isso a deixava ainda mais nervosa. Afinal tratava-se de uma oportunidade em um milhão!
Logo o domingo amanheceu brilhante e claro. Mas, como ainda era cedo, parecia que a rua toda estava dormindo. Os únicos sons que se ouvia eram dos pássaros e alguns carros na rua. De olhos arregalados e irritada, Elizabeth sentia-se cheia de uma energia estranha. Precisava descarregá-la de alguma forma. Então resolveu tomar um banho, vestiu-se e saiu bem cedo para seu apartamento, despedindo-se da tia à mesa do café da manhã.
- Vai voltar para almoçar? Eu só vou comer salada, mas posso preparar alguma coisa para você. - disse a sra. Gardiner.
- Obrigada titia, mas acho que vou trabalhar o dia todo, quero terminar de pintar o apartamento ainda hoje.
- Espero que você não se sinta como se a estivesse pondo para fora de casa. Estou muito grata por você ter ficado aqui desde que... A verdade é que não consigo dividir minha casa com outra mulher. Acho que agora é muito tarde para mudar meus costumes. – Lizzy sorriu compreendendo.
- Sei que parece bobagem, querida, mas.. .
- Não precisa explicar, tia. Eu compreendo. Também estou acostumada a viver sozinha, sabe?
A sra. Gardiner franziu a testa.
- Você devia se casar.
Elizabeth seguiu para o apartamento pelas ruas quase vazias. O dia estava lindo, e ela baixou os vidros do carro para sentir a brisa suave no rosto. Ainda não tinha resolvido se apareceria no escritório de William Darcy na manhã seguinte, apesar de estar presa a um contrato.
Assim que chegou ao apartamento, pôs-se a trabalhar. Levou só duas horas para terminar a pintura, e depois sentou-se num caixote para tomar um café e examinar seu trabalho com satisfação. Estava distraída quando a campainha tocou, assustando-a. Mas não se surpreendeu ao abrir a porta e deparar-se com William Darcy.
- O que o senhor deseja? - perguntou Elizabeth, bloqueando a passagem.
- Pare com isso, srta. Bennet,precisamos conversar! - Ambos se olharam com raiva e impaciência.
- Como soube que eu estava aqui?
- Eu telefonei para a casa de sua tia e ela me disse. Acho que pensou que eu era alguém chamado Jorge, não sei por quê - Darcy falou, num tom divertido e implicante.
- E o senhor não esclareceu o engano?
- Detesto desiludir as pessoas.
Compreendendo o duplo sentido da frase, Elizabeth olhou-o com desprezo.
- Já percebi.
- Escute, não vou discutir a minha vida particular na porta de seu apartamento. - E, carregando-a pela cintura, entrou fechando a porta com um pontapé.
- Tire as mãos de mim! - Muito vermelha, Elizabeth tentou escapar. - Quer me soltar? – berrou. Darcy apertou-a ainda mais, impedindo-a de afastar-se.
- Não brigue comigo - disse ele, de forma áspera, enquanto seus dedos começavam a se mexer, acariciando suavemente o corpo dela.
Olharam-se,como se estivessem desafiando-se para um duelo, durante alguns segundos.
Então Elizabeth soltou-se com um empurrão e foi para o meio da sala, ofegante. Seu coração batia acelerado.
- Escute, ontem à noite tudo aconteceu como eu disse. Não gostei de ver Caroline, mas diante de tantas pessoas, tive que ser educado com ela.
- Eu vi o quanto foi educado!
- Ela já havia dançado com todos os outros homens do grupo. Como negar o seu convite, quando pôs os braços em volta de meu pescoço? Que diabos eu podia fazer? Um escândalo? Não me pareceu importante e ainda continuo achando isso. A única pessoa que está fazendo uma tempestade num copo dágua é você.
- Então, por que está tão preocupado em se justificar? – “E porque estamos tendo essa discussão - Lizzy pensou”.
- Nós dois sabemos como Jane vai ficar magoada se alguém comentar o fato. Não se esqueça de que a conheço desde criança, e que ela é irmã da minha melhor amiga. As duas são muito importantes para mim, mas o senhor não é! E quanto ao emprego. . . bem, sem dúvida arranjarei outro, embora não seja tão bom quanto este, mas pelo menos o meu próximo empregador não vai tentar me chantagear...
- Chantagear? - ele a interrompeu, e caminhou na direção dela. - Do que está me acusando agora?
- O senhor veio para deixar bem claro que eu perderia o emprego caso contasse a Jane sobre Caroline, e isso, ao meu ver, é chantagem.
- Só vim até aqui para discutir racionalmente com você. Concordo que o trabalho não vem ao caso, mas não gosto de seu tom e nem das acusações que está me fazendo. Se eu permitir que você fale comigo desse jeito diante das pessoas do escritório, vou perder a minha autoridade. E elas ainda tirarão as suas próprias conclusões, achando que você é a minha amante mais recente.
Elizabeth abriu a boca, mas não conseguiu emitir um som sequer. Ele a olhava com uma satisfação cruel.
- O que mais você quer que pensem? Se eu permito que você fale comigo desse jeito, vão achar que estou tão apaixonado que a deixo pisar em mim.
Elizabeth não conseguia falar, estava perplexa demais; Darcy primeiro a observou e depois começou a rir.
- Bem, pelo menos você calou a boca durante algum tempo. Fico feliz em saber que consegui. Isso poderá ser útil no futuro.
Ela engoliu em seco.
- Pensei que não haveria futuro nenhum para mim em sua firma.
- Isso ainda é algo que temos que discutir. - Darcy olhou divertido para a calça jeans e a camisa velha que ela estava usando. - Você não está vestida de maneira apropriada para ser vista em qualquer lugar respeitável. Mas não tem importância, há uma pessoa que quero que conheça. Tem um casaco?
Elizabeth assentiu com um gesto de cabeça e Darcy prosseguiu:
- Então, pegue-o e vamos andando.
- Eu não quero conhecer Caroline Snake,obrigada.
- Por acaso falei que era ela? Trata-se da mulher mais importante da minha vida. Quero que ela lhe dê uma boa olhada, para depois decidir se eu devo encarregá-la de meus negócios mais confidenciais.
- Sua mãe?
- É muito perspicaz, srta. Bennet. Minha mãe, a mulher mais inteligente que conheço. Ela supera facilmente a maioria dos homens que trabalham para mim. . . e já era assim no passado. Meu pai não fazia nada sem consultá-la.
- Ela não estava na festa de noivado? - pensou ela em voz alta. - Ela não aprova sua união com Jane?
- Muito pelo contrário, gostou dela assim que a apresentei. Pensei que minha noiva lhe contasse tudo. – ele a olhou com zombaria, e Lizzy sorriu cinicamente.
- Então por que ela não foi à festa? Não mora em Londres?
- Mamãe é muito fraca e não pode fazer esforços. A viagem até Londres a cansaria demais. Vive em Kent, e não levaremos mais do que quarenta e cinco minutos para chegar lá. Poderemos almoçar com ela. - Elizabeth olhou para si mesma.
- Não posso conhecer sua mãe deste jeito. Tenho que passar em casa para trocar de roupa.
Darcy consultou o relógio.
- Quanto tempo você levaria? Já são onze horas. É capaz de se vestir depressa?
- Em dez minutos. - disse ela e Darcy fez uma careta.
- Não acredito em milagres, nenhuma mulher é capaz de se aprontar em dez minutos.
- Pois eu sou.
- Nunca conheci uma mulher como você – ele olhou-a com expressão divertida. - Acredito, sim, que estará pronta em dez minutos, mesmo que seja só para provar que estou errado. Bem, vamos. . . não fique aí parada!
Já estavam chegando à casa de sua tia, quando ela se lembrou do seu carro, estacionado perto do apartamento. Nesse momento, sentiu claramente como William Darcy conseguia o que queria, tinha até se esquecido do seu carro!
Quando pararam diante da casa da sra. Gardiner, Darcy consultou seu relógio de novo.
- Muito bem... você tem dez minutos. Será que posso tomar um café enquanto espero?
- Claro, entre! ?
Ao ouvir o barulho da porta se abrindo, a sra. Gardiner saiu da cozinha, com expressão de surpresa.
- Olá, então ele a encontrou - e sorriu para o homem que estava atrás de Lizzy. - Fico muito feliz em conhecê-lo Jorge. Vai almoçar conosco? Só fiz salada, mas agora mesmo preparo alguma coisa para acompanhá-la. Faz tempo que venho pedindo a Lizzy para convidá-lo para almoçar. Só que poderiam ter me avisado com antecedência. Bom, se não se incomodar com um almoço improvisado. . .
- Ele não é Jorge - Elizabeth conseguiu falar, e a sra. Gardiner olhou surpresa para Darcy. – tia , este é William Darcy.
A senhora Gardiner observou-o atentamente quando ele se apromixou para cumprimentá-la.
- Desculpe! Pensei que fosse um outro amigo de Lizzy!
- Oh, sim, claro... Estou feliz em conhecê-la. Ouvi falar muito na senhora.
Ela olhou para Elizabeth.
- Infelizmente não posso dizer o mesmo a seu respeito. Juraria que minha sobrinha estava saindo com um homem chamado Jorge.
- E estou. .. O sr. Darcy é o meu novo patrão. Vou trocar de roupa. Pode preparar um café, titia? Não demorarei nem dez minutos.
Elizabeth estava perturbada, mais pelo sorriso de William Darcy, do que pela confusão de sua tia. Subiu a escada depressa, deixando-o aos cuidados da sra. Gardiner.
No quarto, colocou o vestido vermelho de lã e já estava escovando os cabelos, quando a sra. Gardiner bateu na porta cinco minutos depois.
- Entre, titia. Eu já ia descer.
- Quer um pouco de café?
- Não tenho tempo, o sr. Darcy está com pressa. Ele contou que vamos almoçar na casa da mãe dele?
- Sim. Ele é encantador, não acha? É tão bonito, e que olhos!!... Já nem me lembro mais a última vez que vi um homem tão atraente. Coloquei até os meus óculos para observá-lo melhor.
Elizabeth olhou-se por um momento no espelho. Estava com uma aparência calma e elegante, exatamente a impressão que ela queria dar à sra. Darcy.
Darcy apareceu no hall, quando as duas desceram. Estava sorrindo.
- Dez minutos cravados - informou ele com certo tom irônico. - Acho que fez isso só para me impressionar.
- Arrogante - Lizzy murmurou baixinho, pegando o seu casaco de camurça. - Não vou chegar tarde - falou para a tia, beijando-a.
Ao se afastarem da casa, Elizabeth viu pelo espelho retrovisor um carro se pondo em movimento atrás deles.
- Em que parte de Kent sua mãe mora? - perguntou ela, acomodando-se melhor no banco confortável.
A manhã estava bela e ensolarada, perfeita para um passeio de carro pelo campo, de fato muito mais gostoso do que trabalhar em seu apartamento.
- Perto de Cantuária, numa pequena aldeia chamada Lambourne. Indo pela via expressa, deveremos chegar lá antes do almoço.
- Você a avisou de nossa chegada?
- Telefonei esta manhã. Ela também a está esperando.. . Eu disse que a levaria nem que tivesse que arrastá-la.
- Oh, é mesmo? - Lizzy falou com altivez, mas isso só serviu para fazê-lo rir.
William Darcy estava acostumado a fazer as coisas à sua maneira. Sempre tivera muito dinheiro e poder e nunca prestara contas a ninguém durante todos esses anos. Ele era um homem insensível.
- Jane lhe contou que eu saía com Caroline antes de conhecê-la? - perguntou ele de repente, pegando Lizzy de surpresa.
- Sim. E soube o que a sua ex-assistente lhe disse na festa. Ela não me pareceu ser uma moça muito educada. Deixou Jane transtornada numa noite que devia ter sido maravilhosa.
- O que mais Jane lhe contou? – indagou Darcy, mais para si mesmo do que para ela. - Você me deixa nervoso Elizabeth, diz o que pensa, e danem-se as consequências. Não entendo como você chegou tão longe em sua carreira, esse tipo de hábito geralmente põe as pessoas em encrencas. Seu chefe deve ter sido muito tolerante.
- John nunca fez nada que eu considerasse indigno - Lizzy replicou.
- Foi muito sensato da parte dele.
- O quê? - Ela o olhou desconcertada, Darcy estava se divertindo às suas custas. - Oh, muito engraçado! - exclamou ela sem jeito.
Nesse instante, pelo espelho lateral, ela reparou que o veículo que havia saído atrás deles em Londres, ainda estava colado à sua traseira. Elizabeth franziu a testa. Observou os dois homens que estavam no banco dianteiro, usavam óculos escuros, que escondiam suas feições, mas o tamanho dos ombros era de assustar. Estavam viajando já há uns vinte minutos, e o carro continuava atrás deles.
- Não quero ser alarmista - Elizabeth disse, tentando manter a entonação natural - mas tenho certeza de que estamos sendo seguidos. Olhe em seu espelho retrovisor. Aquele carro azul está atrás de nós há vários kilômetros sem se desviar.
Darcy olhou para o espelho, e esboçou um gesto de preocupação.
- Não estou imaginando coisas! - ela exclamou. - Agora que chegamos à via expressa, acelere um pouco para ver se eles se distanciam. Aposto que isso não vai acontecer. Você é louco de andar sozinho num carro comum, sabe? É arriscado para uma pessoa de sua posição. Compreendo que se sinta muito mais seguro aqui do que nos Estados Unidos, pois não é uma figura pública tão destacada na Inglaterra. Mas realmente deveria tomar cuidado. Nem se deu ao trabalho de baixar a capota do carro! É um alvo perfeito. Sei que é muito mais gostoso e descontraído assim, mas repito, não é sensato, nem mesmo na Inglaterra. Aqueles homens podem ser sequestradores ou assassinos. - Elizabeth calou-se ao perceber que Darcy a estava olhando com um sorriso zombeteiro nos lábios. Ela o olhou sem entender, quando ele colocou a mão em cima de seu joelho, lhe dando um tapinha paternal.
- Obrigado por se preocupar, mas aqueles assassinos lá atrás estão na minha folha de pagamento. São meus guarda-costas, homens de segurança. Mas, você tem razão, eu seria um louco se não tomasse certas precauções, mas prefiro ignorá-los de vez em quando. Por isso eles estão lá, e eu aqui com você, que de fato é uma companhia muito mais agradável.
- Que droga! - Lizzy exclamou irritada. - Por que me deixou fazer papel de idiota?
- É que foi tão doce de sua parte, preocupar-se tanto com o meu bem-estar. - disse ele rindo. - Além do mais, fiquei impressionado com o seu poder de observação. Devo dizer àqueles sujeitos para serem menos óbvios no futuro. Precisam ser discretos. Se houver alguma coisa errada, a chegada inesperada deles seria ideal. Conto com o elemento surpresa. Í
- Vou-me lembrar disso - Elizabeth estava começando a conhecer Darcy.
Pouco antes de chegarem a Cantuária, entraram numa estrada estreita que atravessava a zona rural de Kent. Darcy diminuiu a marcha para passar pelos portões abertos e percorrer uma alameda margeada por limeiras. O carro azul os seguiu, mas parou a certa distância da casa elisabetana.
- Pemberley - disse ele a Elizabeth, ao vê-la olhando encantada para a casa. - Minha mãe adora ler Jane Austen, e sempre dizia que iria encontrar uma Pemberley pra ela. E pra mim significa um refúgio sagrado.
- Que romântico! – disse Lizzy encantada. olhando para um pequeno parque que, de um lado, se estendia até um cinturão de árvores, e do outro, até um muro antigo de tijolos vermelhos.
- Parece um sonho. A sua mãe vive aqui há muito tempo?
- Deixe-me ver. .. Acho que há quase dez anos. Ela conhecia os antigos donos, e tão logo soube que a casa estava à venda, veio correndo e comprou-a. Penso que gostava dela desde quando ainda era garotinha. Disse que era o seu maior sonho viver aqui.
- Não me surpreende.. . Parece ter uma magia toda especial.
Ele sorriu.
- Vôce gostou de Pemberley? – perguntou ele com apreensão.
- Sim muito – disse Lizzy com um sorriso no rosto.
- Estou com a impressão de que você e minha mãe vão se dar bem. Vamos, venha conhecê-la. Ela deve ter ouvido o carro chegar e já deve estar nos esperando.
Elizabeth desceu do carro e então viu uma senhora se aproximar lentamente para recebê-los. Era alta e e não muito gorda, de cabelos grisalhos, e um rosto pálido, mas severo.
- Você disse meio-dia, William! Isso significa doze horas para mim. O relógio acabou de bater uma hora. Se sabia que não ia conseguir chegar a tempo, poderia ter me avisado. Foi falta de consideração de sua parte. Ficamos muito preocupados com sua demora, posso lhe garantir. Minhas pernas já não aguentam mais de tanto subir e descer as escadas para ver se já havia chegado. Quando marcar um compromisso, você deve ser pontual. Se a comida estiver fria, a culpa não é minha, mas inteiramente sua!
Sem parar para recobrar o fôlego, virou-se para Elizabeth e perguntou:
-Então, quem é ela? Não é a sua noiva, pois Jane tem cabelos louros. Você não me disse que ia trazer alguém. Vai ficar para o almoço? Não sei se há comida suficiente.
- Claro que há, Katarina - disse Darcy, sem se perturbar com a repreensão, enquanto lhe beijava as bochechas. - Como vai você? Está com ótima aparência. Desculpe por termos chegado atrasados, só espero que a comida esteje saborosa. E esta é a srta. Bennet, minha nova assistente.
Elizabeth estendeu a mão, um pouco nervosa sob o olhar penetrante da senhora. Ignorando aquele gesto, Katarina deu meia volta e caminhou com certa dificuldade na direção da casa, deixando Elizabeth com uma estranha impressão de que não era bem-vinda. Darcy sorriu para ela, sem graça.
- Katarina vem cuidando de minha mãe há anos, não sei o que ela faria sem essa mulher - disse ele elevando a voz para que Katarina o ouvisse.
- O almoço será servido dentro de dez minutos. E você precisa ver a sua mãe antes de se sentarem à mesa, por isso não faça hora! - retrucou a senhora por cima do ombro, pouco ligando à bajulação de Darcy.
“Quanta educação! Deve ser tradição de família dar as costa quando se é apresentado a álguem” - Lizzy pensou e achou tudo muito engraçado, mas quando olhou para baixo, sorrindo, Darcy segurou seu braço e resmungou:
- Um dia o seu senso de humor vai meter você em encrencas!
- Um dia vai levar um pontapé nas canelas, se ficar me agarrando desse jeito!
- Você é mesmo encantadora, não? - disse ele, com um sorriso irônico.
Então tirou a mão do braço dela e acrescentou:
- Vamos subir para que conheça a minha mãe agora mesmo. Mantenha essa expressão no rosto, é essa que eu quero que ela veja.
Elizabeth, então, esboçou um sorriso angelical, mantendo seus olhos bem abertos e inocentes.
- Assim? - perguntou.
Darcy lhe dirigiu um olhar estranho e penetrante, que a fez virar o rosto e abaixar a cabeça instintivamente.
Final do Capítulo VI
* Kent é um condado situado no sudoeste da Inglaterra, próximo de Londres, com capital em Maidstone. Segundo o censo de 2001, conta mais de 1.300.000 habitantes numa área de 3981 km2, limitada a leste pelo Mar do Norte, a sul pelo Estreito de Dover e por Sussex Oriental, a oeste por Surrey e pela Grande Londres e a norte por Essex. http://pt.wikipedia.org/wiki/Kenthttp://www.oldlambourne.co.uk/
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