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September 2 2006 at 6:49 PM Sem pontuação para esta mensagem
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Como podemos observar o tema "Demodicidose" ainda gera muitos conflitos e dúvidas...
Lendo acima o Dr. Gustavo Martinelli (Botânico ou Homônimo - se não estou enganado - rsrsrs) estará publicando um artigo com a colaboração do Dr. Ronaldo Lucas (Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia Veterinária), que sem dúvidas é hoje uma das referências em nosso País na área de Dermatologia Veterinária junto ao Dr.Carlos Eduardo Larsson, portanto, os leitores desta matéria ficarão informados sobre o que há de mais atual sobre esta enfermidade.
Baseado em pesquisas científicas dos citados veterinários acima, deixo aqui minha contribuição sobre esta enfermidade para que possa ser aplicada de forma imediata e prática por criadores.
Gostaria de deixar bem claro que a "Demodicidose" é uma enfermidade de transmissão exclusivamente vertical, ou seja, é transmitida de mãe para filhos...e o que se transmite "NÃO É O ACARO OU ENFERMIDADE PROPRIAMENTE DITA" ,e sim, única e exclusivamente a predisposição genética para o desenvolvimento sintomatológico ou não da DOENÇA conhecida hoje como "Demodicidose", portanto, passível de indenização, por parte do criador, como qualquer outra enfermidade transmitida verticalmente (Criptoquidismo, Defeitos de Oclusão, Falta Dentária...e tantas outras).
Segundo Larsson 1988 em 70,2% dos casos, a enfermidade irá se desenvolver em cães jovens até os 12 meses de vida, e 10% até os 24 meses, e que, apenas alguns cães, mesmo portadores da deficiência genética, poderão passar toda a vida sem sintomatologia. Hoje também sabemos que não há diferença entre o acometimento de machos ou fêmeas.
Também é sabido que existem raças com maior número de casos, como: Doberman, Pincher, Terrier brasileiro, Boxer, Buldog Inglês, Dálmata, Teckel, PIT BULL, Bull Terrier, Shar Pei e Dog Alemão.
Isso quer disser que a partir dos 24 meses de idade teremos 80% de chance de não termos um cão com predisposição genética a desenvolver "Demodicidose", caso ele seja de alguma raça acima.
Assim sendo, só deveríamos colocar um cão para reprodução aos 30 meses.
Infelizmente isso não é o que acontece...e no caso específico do pit bull que é uma raça precoce e de grande prole...na maioria das vezes, nesta idade, já temos três ou quatro ninhadas para a matriarca e uma para as cadelas da primeira prole...quanto aos machos destas ninhadas hahahaha...cruzando já aos 12 meses...
Considerando que hoje as cadelas estão sendo cruzadas aos 15 meses (nesta idade 30% ainda poderão desenvolver a doença) e que 08 é o número médio de filhotes por prenhes, sendo hipoteticamente 4 machos e 4 fêmeas...teremos ao final dos trinta meses 48 descendentes diretos...e 32 indiretos filhos das cadelas da primeira cria...ou seja 80 descendentes se considerarmos só as fêmeas.... dá pra imaginar o tamanho do problema em casos de Demodicidose diagnósticadas aos 24 meses??????????
Portanto, cabe a nós, criadores e veterinários éticos, diminuirmos a incidência de Demodicidose..., aconselhando o primeiro cruzamento só aos 30 meses de idade, quando teremos uma menor probabilidade de termos um cão predisponente no plantel.
Espero ter colaborado...abraços.
Bruno Neves wanderley
Médico Veterinário - CRMV 2516/PE
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Bruno, gostaria das referencias dos trabalhos para que possa me atualizar sobre o tema, se fosse possivel me envia-los seria melhor ainda e ficaria imensamente grato.
[]´s
Marcio Farias
boimev@ig.com.br
Feira de Santana - Ba
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