É, realmente depois de muitos consertos ao longo desses anos, concluí:- Rachar a moringa para matar um defeito acrescenta e fixa muito mais o conhecimento. Se alguém te dá de bandeja a solução, o componente defeituoso, você ganha o seu até mais rápido às custas do suor da testa alheia, mas não retém o conhecimento. Se aparecer outro aparelho com o mesmo sintoma você fica com uma sensação de que parece que já viu; ...se não me engano deve ser; ... alguém já me falou isso, etc... E nunca avança na análise do defeito, na lógica dos circuitos.
Esse é o famoso "trocador de peças". Se analisando muitas vezes tomamos um baile, imagine o desgaste que é ficar trocando isso e aquilo a torto e a direito sem saber pra que lado seguir? Pra não falar o dinheiro empatado em compras de peças que podem acabar dormindo na gavetinha por muitos anos, sem retorno.
Digo que mesmo analisando para otimizar os custos tanto em peças como principalmente em tempo já está muito difícil trabalhar com manutenção. Nosso concorrente verdadeiro é o aparelho novo na prateleira das Casas Bahia, cada dia mais barato e mais evoluído em funções. Então eficiência e eficácia são objetivos imperativos na manutenção atualmente. E é difícil atingí-los em todo serviço que aparece, alguns realmente consomem nossas energias e nem de longe o dinheiro cobrado vai restaurar a sensação de desgaste e prejuízo em tempo para uma solução.
Eu, pra minha sorte, gosto de manuenção, até quando descanso pego uma geringonça da minha casa para por em ordem. Então as coisas funcionam e dou uma vida mais longa a elas, assim como valorizo meu dinheiro evitando ter que comprar tudo novo sem necessidade real. Também por esporte, e quando me sobra um tempo, transformo, adapto e ressuscito coisas.
Mas é um serviço a cada dia menos valorizado pelo consumidor, pelo motivo que citei acima, o preço baixo do produto novo. Então começa um canibalismo predatório com um querendo fazer o serviço por menos que o outro, seja pela má vontade do consumidor em consertar "coisas velhas", seja pelo preço atrativo do novo a até pela qunatidade de técnicos no mercado.
Ficou complicado isso então, não? Ficou sim ! Quem pode dizer por quanto tempo será possível trabalhar com isso? Será preciso abrir novas fronteiras...
Marcio BEST TEC
Pontuação Desabilitada. Você deve estar logado para pontuar mensagens.