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Parábola da figueira estéril

January 24 2008 at 1:38 PM

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Parábola da Figueira Estéril

Rodolfo Calligaris

"Um homem tinha uma figueira plantada na sua vinha, e foi buscar fruto
nela, mas não o achou. Disse então ao que cultivava a vinha: - Olha, faz
já três anos que venho buscar fruto a esta figueira e não o acho; corta-a,
pois, pelo pé; para que está ela ainda ocupando a terra? Mas o outro,
respondendo, lhe disse: Senhor, deixa-a ainda este ano, enquanto eu a
escavo em roda, e lhe lanço esterco; se com isto der fruto, bem está, e se
não, virás a cortá-la depois" (Lucas, 13 :6-9).
Esta parábola encerra mais 'uma das extraordinárias alegorias com que o
Mestre retrata a situação moral da Humanidade terrena e, ao mesmo tempo,
adverte-a sobre a sorte que a aguarda, caso não tome melhores rumos.
Há muitos e muitos séculos o Senhor da fazenda, que é Deus, vem esperando
pacientemente que esta nossa infeliz Humanidade, simbolizada pela
figueira, produza bons frutos, ou seja, alcance a maturidade espiritual,
implantando na Terra o reinado do Amor, da Justiça e da lídima Fraternidade.
Jesus, representado na parábola pelo abnegado e diligente lavrador,
tem-na agraciado com sucessivas revelações, cada qual mais perfeita,
visando a despertar-lhe a consciência, fazê-la compreender os seus deveres
para com Deus, para consigo mesma e para com o próximo; lamentavelmente,
porém, ela não os tem levado a sério, continua presa às suas ilusões e
fantasias, persiste em viver apenas para si, para a satisfação de seus
gozos turvos, nada realizando no campo do Altruísmo.
Com a intenção da ajuda no sentido de salvá-la da esterilidade a que se
abandonou, Jesus houve por bem lhe enviar periodicamente, seus emissários
para relembrar sempre os seus ensinamentos com a afirmação de que a a
felicidade é reservada aos bons, aos que procuram ser úteis, aos que obram com
misericórdia, aos justos, aos humildes, aos pacíficos e pacificadores, aos
limpos de coração, aos que se consagram ao bem-estar da coletividade, e,
por outro lado, os sofrimentos por que passam os infrutuosos, os
vingativos, os avarentos, os depravados, os orgulhosos, os opressores, os
déspotas, os fazedores de guerras, os que se dão, por interesses vis, a
toda a sorte de especulações, levando as massas populares à aflição e ao
desespero. Se com isto os homens se regenerarem, e aprenderem a viver em paz,
vinculados pelo amor, dando cada um a contribuição de seu melhor esforço
para uma nova civilização, em que desapareçam as conquistas, as sujeições,
encontrarão a almejada felicidade. Caso contrário arcarão com as conseqüências.
Os tempos são chegados, e o Senhor virá, em breve, buscar os frutos
esperados.
Desta vez, se não os achar, o machado entrará em ação, pondo abaixo toda
galhada infrutífera.

À todos, muitas conquistas do Espírito.

Antonio.

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Re: Parábola da figueira estéril

January 25 2008, 8:22 AM 

Uma pequena e breve síntese...

Esta parábola de Jesus fala sombriamente de uma oportunidade perdida em face de uma sentença pendente. O contexto nos diz que é dirigida à nação judaica e não deixa de ser um grande aprendizado para qualquer povo ou raça.

Paulo apresenta um argumento semelhante em Romanos onde, usando a figura de uma oliveira, ele diz que os judeus, que eram os ramos naturais da árvore porque as promessas foram feitas a eles, eram, não obstante, cortados por causa de sua descrença.

João Batista tinha primeiro advertido que o tempo estava se esgotando para Israel (Mateus 3:10).
E agora Jesus, adiantado em seu terceiro ano de pregação pública, está dizendo que o desastre chegou mais perto. Ambos clamaram urgentemente por uma mudança de coração (Mateus 3:2; 4:17)

A ocasião para a parábola da Figueira Estéril foi o relato feito por alguém a Jesus do massacre de certos galileus “cujo sangue Pilatos misturara com os sacrifícios que os mesmos realizavam” (Lucas 13:1). As legiões da ocupação romana eram uma constante provocação para os rebeldes galileus que ocasionalmente se arremessavam, sem esperança, contra seus opressores, somente para serem esmagados sem misericórdia.

Pela resposta de Jesus (“Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido tais coisas?”, (Lucas 13:2). Concluímos que o motivo para levantar este assunto não foi indignação, mas presunçosa hipocrisia, a sugestão de que homens que chegaram a um fim tão violento, sendo assassinados até na sua adoração, deveriam ser verdadeiramente perversos.

O destino da figueira é deixado sem resolver, na parábola, justo como o destino de Israel o é. Graça e oportunidade estão lá. Será agora determinado se Israel, tendo sido amado e abençoado por Deus tão livremente durante tantos anos (Deuteronômio 4:7-8) ouvirá afinal a voz do Filho de Deus que vem derramar-se sobre eles em um último ato redentor. Qualquer que seja o caso, Israel está vivendo no tempo prorrogado.

Graça e Paz vos sejam multiplicadas, pelo conhecimento de Deus, e Jesus Cristo nosso Senhor!

Que as bençãos de Deus seja sobre todos nós.
Fraterno abraço, carlos.fiuza


 
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