A jornalista Ana Maria Bahiana comentou os esquecimentos no Oscar.
PÓS-OSCAR: "DESAJEITADO, BARATO"?
Vocês tiveram a impressão de que esta festa do Oscar foi feita às pressas? Não estão sozinhos _ e o baixíssimo número de audiência prova isso. Curiosamente, até o fato do evento ter sido o mais curto dos últimos anos - 3 horas e 21 minutos - de certa forma confirma o clima de coisa apressada, feita sem muito cuidado. Por exemplo - não foi apenas Brad Renfro que foi esquecido na montagem dos que se foram em 2007.
Roy [Schneider], você vai MESMO precisar de um barco maior para assombrar Gil Cates e companhia. Junte-se a Ulrich Muhe, de A Vida dos Outros, que também perdemos em 2007 e também foi esnobado....
Também caiu muito mal na comunidade a enxurrada de plugs de merchandising _ videogames! Super cell phones! Bee Movie! – e seja lá o que for que havia no palco do Kodak que fazia os apresentadores escorregarem quando se aproximavam do stand. “Esses pequenos detalhes fazem a festa parecer barata, desajeitada”, me escreveu um acadêmico que não ficou muito feliz com o evento.
Tão desajeitada quanto Cameron Diaz, descabelada e sem jóias, errando “cinematography”. Só faltava o chiclete para completar o clima “tô nem aí”.
E tem mais - vocês não acham que esqueceram de colocar efeitos em volta de Amy Adams quando ela cantou “Happy Working Song”? Não ficou meio esquisito aquele palcão vazio, sem ratinhos, baratinhas, passarinhos digitais? Aposto que, se confrontada, a produção vai dizer que “foi uma decisão de última hora”.