No dia seguinte ao jantar na casa de D. Catalina todos acabaram chegando um pouco mais tarde à empresa. Menos Armando, que chegara mais cedo na esperança de encontrar logo “sua Betty”. Finalmente na noite passada eles tiveram um momento a sós, coisa que estava sendo difícil nos últimos dias. E ele ainda estava preso à magia daqueles momentos. Queria estar com ela, sentia necessidade de sua proximidade, de aspirar seu cheiro, de ouvir sua voz, sua risada, prestar atenção em cada um de seus gestos delicados e às vezes desajeitados, de ver todas as emoções transparecendo naqueles belíssimos olhos tão expressivos. Ele respirava Beatriz, vivia Beatriz. Tanto que às vezes tinha medo de um sentimento assim tão forte que fugia completamente ao seu controle.
Ele mantivera a porta que comunica sua sala com a sala de reuniões aberta para poder ouvir quando ela chegasse. E assim que escutou a porta da presidência sendo aberta dirigiu-se rapidamente para lá.
Betty o viu antes mesmo de chegar até sua mesa. As lembranças da noite anterior a invadiram. Ela lhe sorriu, ele caminhou até ela e tomando-a num abraço apertado e beijou-a, como se quisesse continuar os momentos vividos na noite anterior. Foi um longo beijo, que iniciou terno e foi se tornando cada vez mais impetuoso. Nenhum dos dois queria terminar o beijo. Ficaram assim por muito tempo, saboreando um no outro a libertação de todas as ansiedades, até que o telefone toca.
Betty tenta se soltar dele, mas ele a prende com mais força.
A – Não, mi vida, está muito cedo para ligações importantes, não deve ser nada...
Betty ri.
B – Nunca se sabe... Pode ser a oportunidade de ouro da Ecomoda...
A – Mas você está esperando alguma ligação importante assim?
B – Na verdade, hoje, não...
Armando a solta e atende ao telefone. É Aura Maria que se assusta com a voz dele.
AM – Ai, doutor, que pena, eu precisava falar com Betty...
A – É alguma coisa absolutamente importante, Aura Maria? – diz olhando para Betty e sorrindo.
Betty recebe seu olhar com uma surpresa alegre, não sabe se interrompe aquela brincadeira ou se o deixa brincar.
AM – Ah, doutor, não sei... ... Não sei... Uma pessoa a espera.
A – Homem ou mulher? – levantando as sobrancelhas.
AM – Mulher...
A – Não pode esperar dez minutos? Diz que a presidente está ocupadíssima em uma reunião com o vice, mas já, já ela a atende.
AM – Eu dou o recado...
A – Obrigado.
Desliga o telefone e puxa Betty novamente para si. Beijam-se.
B – Eu sou presidente de uma empresa, mi amor, tenho que mostrar serviço...
A – Mas, mi vida, estamos discutindo questões de vital importância para a salvação de uma alma.
B – Para a salvação de uma alma?
A – Sim, a minha. Preciso desesperadamente de um tempo só contigo, tenho uma granada no peito, e se você sai de perto de mim puxa o gancho...
Betty sorriu. Enlaçou o pescoço dele e ele acariciou seus braços. Devagar colaram os lábios um no do outro e beijaram-se com toda doçura.
A – Como passou a noite, mi vida? – disse ainda entrelaçado a ela.
B – Estou bem, uma leve dor de cabeça – ri – não estou acostumada a beber, mas estou bem.
A – Quer que eu te traga um analgésico? Mesmo leves, dores de cabeças são incômodas...
B – Ah, quero sim... Ainda mais porque não tomei em casa...
A – Vou pedir a Aura Maria para trazer alguma coisa para você.
Ele pega o telefone, mas ele chama, chama e ninguém atende. Fica olhando para o telefone um tempo.
B – O que foi?
A – Aura Maria não atende, deve ter saído.
B – Nossa, que estranho... Geralmente as outras meninas atendem quando Aura Maria não pode.
A – Ah, aposto que estão naquelas reuniões....
Betty sorri.
B – Elas fazem as reuniões quando têm assunto para discutir...
A – Deixa eu mesmo buscar esse remédio para você, mi amor. Me espera sentadinha que eu já volto.
Ele sai da presidência lançando beijos para ela e segue em direção a sua sala, tinha guardado alguns analgésicos lá. Dá três passos para frente, e uma figura absurda corre em suas vistas por um segundo. Algo totalmente destoado, como um espírito tentando se comunicar. Ele volta a cabeça rapidamente em direção ao espectro, e seu aspecto de carne e osso lhe fere as pupilas e o susto arrepia seu cérebro fazendo o cenário palpitar com seu coração. Simplesmente, absolutamente, não podia crer estar vendo a pessoa que estava na sua frente. Era uma pintura surrealista de um quadro mal colocado naquela parede. Ou era a parede que estava torta? Ou seus olhos estavam entortando tudo?
Para seu espanto, em último grau, a figura emitiu som.
? – Olá, Armando.
Era a Larson. Karina Larson, a mulher que lhe causou mais dor de cabeça na sua vida. Não era um retrato descascado de lembrança, estava viva, ainda que parecesse menor, mais magra e o semblante mais esquelético.
Ele avançou sobre ela antes que dissesse algo mais e saiu puxando-a pelo braço, sob seus protestos, até entrarem na sala da vice-presidência. Ninguém viu a cena, nenhuma das meninas estava em seus postos.
Entrando na sala, Armando praticamente jogou-a na cadeira.
K – Pois saiba que, absolutamente, não vim falar contigo – disse, arrogante, olhando-o por cima dos ombros.
Armando sentou-se e olhou-a com os olhos semicerrados.
A – O que você veio fazer aqui?... – Disse pausadamente, tentando controlar a raiva.
Ela deu de ombros.
K – Vim oferecer meus serviços novamente à Ecomoda. Por isso quero falar com a presidente.
A surpresa pegou Armando pela gravata e ergueu-o.
A – Mas de jeito nenhum! – ele se levanta e mostrando os dedos – Você não vai, um, falar com Beatriz, dois, muito menos trabalhar aqui novamente! FORA! – aponta-lhe a porta.
A veia da têmpora dele galopava.
Karina levantou-se também.
K – Você não é mais presidente. Não tem mais autoridade sobre isso...
A – Põe uma coisa na sua cabeça: BEATRIZ NUNCA VAI TE CONTRATAR!
Ela caminha em direção de Armando, rodeando-o.
K – Armando, mi amor, não seja tão histérico. Você deveria me ajudar a voltar para cá.
Aproxima-se mais dele e Armando vai se sentindo sufocado, começando a ofegar, fugindo dela como gato foge de água.
K – Agora que você está novamente solteiro... Não sente saudade de tempos antigos?
A – De maneira nenhuma! Além do mais isso foi algo que houve há tanto tempo... Karina, segue sua vida...
K – Não acredito que você esqueceu o fim de semana maravilhoso que passamos, mi amor... Eu nunca vou esquecer...
Ela investia contra Armando e quando ele estava quase subindo na cadeira, Betty abriu a porta da presidência...
B – O que houve, Arman...?
Betty parou a frase nos olhos de Karina Larson. Suas vistas estalaram e seu rosto enrubesceu.
Armando não conseguia esconder a vergonha que sentia por aquela situação. A vergonha do passado fundiu-se à vergonha do presente e se tornou um monstro inominável.
A – Beatriz, era ela que estava te esperando mais cedo, na recepção – ele diz numa tentativa patética de se explicar.
Betty assentiu com a cabeça, sem saber o que dizer.
A – Mas ela já está de saída – agora com voz firme.
Karina se pos em frente a Armando
K – Lógico que não! Não estou de saída, vim aqui conversar com a presidente, e só saio daqui depois disso.
Betty olhava para Armando perguntando-o sobre a presença dela e Armando somente negava com a cabeça.
Betty hesitou por um momento, mas enfim disse:
B – Vamos então a minha sala, senhorita Larson.
A surpresa de Armando lhe dá um forte empurrão obrigando-o a dar um passo atrás. Ela ainda espreme seu cérebro com a mão e ele permanece imóvel enquanto Betty e Karina saem de sua sala. Senta-se na cadeira profundamente cansado diante do ocorrido. Simplesmente não podia crer que Karina voltara e estava na sala de Betty. E como Betty reagia de forma estranha para ele. Se fosse Marcela a colocaria para fora em três segundos, depois brigaria com ele, se arrependeria e as coisas voltariam ao normal, mas, o que prever com relação à Betty? Ele coça a cabeça e se afunda na cadeira, querendo afundar-se em si. E sumir.
Betty caminha com aquela mulher se sentindo excessivamente pequena e desajeitada. Nessas horas se odiava, e odiava essas modelos justamente por serem modelos. Se batia nos próprios ombros dizendo a si que Karina era uma louca-histérica e que beleza só não bastava...Mas isso não aumentava seu tamanho, nem a tornava mais desenvolta.
Elas entram na sala da Presidência sob os olhares atentos do quartel que regressara. Betty senta-se e mostra a cadeira a Karina que se senta em seguida.
B – Pois bem, o que deseja? – Diz friamente, cruzando as mãos em cima da mesa.
Karina olha para os dois lados.
K – Desculpa, mas não há ninguém aqui que possa me servir uma água? Conversar com o Armando me deixou... Nossa...
Betty pula a mesa avançando sobre ela e puxando-lhe os cabelos até saírem na sua mão.
B – Escolha bem as palavras para falar de Armando porque ele tem dona, ouviu? E a Dona dele sou eu!
Que pena que imaginava...
Karina estalou os dedos na sua frente, fazendo-a despencar no mundo real.
K – Cadê a secretária da presidência? Aquela feia-guarda-costas do Armando?
Betty respirou fundo. Simplesmente tinha vontade de socar-lhe a cara, num desejo bem primitivo.
B – Desculpa, mas a secretária da presidência foi remanejada. Vou ligar para a nova secretária e pedir para que lhe traga uma água.
K – Ah, sim, também, feia do jeito que ela era...
Betty ignorou-a e ligou para Aura Maria.
B – Aura Maria, por favor, traga um copo d’água aqui na presidência para a senhorita Larson... Só isso... Pra mim? Um cálice de cicuta... É brincadeira, Aura Maria. Só um copo com água mesmo. Obrigada.
Karina olhou-a de sobrancelhas erguidas, sem entender a brincadeira de Betty.
Aura Maria trouxe rapidamente o que lhe fora pedido e saiu, olhando para trás com olhos extremamente curiosos.
K – Pois bem – disse ela depois de tomar um gole – sei que ocorreram coisas nessa empresa que não me fizeram ser bem-vinda. Mas sei que os motivos que levaram a isso foram estritamente pessoais. Agora que mudou a direção da empresa, vim oferecer meus serviços.
Enquanto ela falava, Betty somente imaginava todo o tipo de tortura pela qual uma pessoa podia passar, e tudo parecia muito leve... Não havia nada que ela pudesse imaginar e se sentir satisfeita?
B – Agradecemos a sua vinda até aqui, senhorita Larson, mas nós acabamos de fazer o último lançamento e neste momento não estamos contratando ninguém. E além disso, eu não sei se a senhorita já percebeu que a nossa nova linha de roupas não é destinada a super modelos, como é o seu caso. Infelizmente, contratando uma modelo do seu porte, estaríamos indo radicalmente contra a nossa filosofia. Espero que a senhorita entenda.
K – Ah, sim, entendo... Quer dizer então que vocês vão continuar com essa burrice de fazer moda para mulheres feias... Bom, boa sorte... Vocês vão precisar...
B – Obrigada, senhorita Larson, mas, embora não tenhamos seu apoio, as estatísticas estão completamente do nosso lado.
Karina dá de ombros e sai sem dizer nada. Quando está na porta vira-se.
K – Mas me diga uma coisa... Armando está com alguém fixo? Porque dando os pulinhos dele não tenho dúvida...
Betty massageia as têmporas.
B – A vida pessoal do “Dr Mendoza” – enfatiza “Dr Mendoza” – somente diz respeito a ele... Desculpa.
Karina revira os olhos e sai. Retorna à sala de Armando, mas não o encontra. Se dirige a Sandra.
K – Onde está Armando?
Sa – Saiu, senhora, foi resolver umas pendências fora da empresa.
Karina teve um acesso de raiva e saiu da empresa pisando forte.
Assim que ela saiu da sua sala, Betty encostou as costas na cadeira jogando a cabeça para trás. “Cadê aquela feia-guarda-costas do Armando?” Nessas horas odiava a educação que tivera... Mas o pior de tudo foi vê-la tão próxima de Armando. E ela era uma pintura renascentista, e não uma pessoa. Como se equiparar a uma pintura concreta? Como se comparar com uma mulher tão linda, tão perfeita?
Armando sai de dentro do banheiro, gesticulando a Sandra, perguntando se Karina tinha ido embora. Sandra assente e ele respira aliviado, simplesmente.
A – Graças a Deus...
Pára em frente à sala de Betty. Não sabe se entra ou se a espera procurá-lo. Não. Não vai fugir da situação ainda que não saiba o que esperar da Betty. Bate na porta e entra.
Betty não move um músculo na cadeira. Quer que ele chegue e lhe abrace bem forte, encoste a alma dele na sua e sublime todos os seus medos. Mas Armando simplesmente continua perto da porta.
Armando não queria dar nenhum passo em falso, não suportaria despencar de um precipício, como sempre fazia.
A – O que aquela louca queria?
B – (Em tom grave) Além de saber se você estava solteiro, ela queria trabalho...
Armando esperava que ela fosse perguntar o que ela fazia na sala dele, e então seria fácil ele correr para perto dela e dizer tudo o que houve. Mas a pergunta simplesmente não fora feita.
Permaneceram os dois num silêncio de gelo a fazer tremer o espírito de ambos.
Era visível que Betty estava chateada com o ocorrido, mas pro inferno com esse monte de sílabas embaralhadas que ele via na sua mente! Que dissesse qualquer coisa.
A – Eu me assustei muito quando a vi, mi amor – disse indo na direção dela e sentando-se na sua frente.
B – Você não tem que me explicar nada, Armando – Betty o interrompe no mesmo tom grave.
A – Claro que tenho, mi vida! E quero explicar. Eu saí para buscar seu remédio e me deparei com ela. Achei que estava aqui para armar outro escândalo, por isso a levei em minha sala.
Betty lhe lança um olhar de acusação, levanta-se e fica de costas para ele. Estava se sentindo esmagada pelas cores turvas que via, pelo ar de aço que respirava...
B – Vocês dois me pareceram muito próximos.
A – O que é isso, mi vida! Nunca! Ela estava quase pulando no meu pescoço, mas...
B – Mas... – ela se vira para ele com a interrogação no olhar.
Armando se levanta e se aproxima dela.
A – Ah, mi Betty, ela me pareceu... Me pareceu um fantasma! Enquanto dizia as asneiras de sempre, eu só brigava com o Armando do passado por ter sido tão estúpido.
B – Mas ela é uma top model... É linda – “E eu não sou”, Betty quis completar.
A – Ela é um pôster na parede, mi amor – disse acariciando o rosto de Betty – um pôster grande de papel. E o Armando que os colecionava está perdido em alguma parte do passado... Quanto mais ela falava, mas eu pensava em como era feliz por ter ao meu lado uma pessoa perfeita como você, um ser humano em seus melhores aspectos.
Ele segurou o rosto dela com as duas mãos, dominando-a.
B – Eu nunca chegaria nem perto de ser tão perfeita como ela, Armando. Há pouco comparava-a com uma pintura – ela abaixa os olhos, mas não a tempo de evitar que Armando veja a tristeza refletida neles.
Armando balançou a cabeça numa negativa, com o rosto bem próximo ao dela.
A – Esqueça essa histérica, mi vida. Nunca ninguém chegará perto do que você é e do que representa na minha vida. Te amo, mais do que a mim, mais do que a tudo.
Encosta sua testa na dela e ficam assim por alguns segundos em silêncio.
A – Não é possível que você ainda duvide disso, Beatriz!
Betty levanta a cabeça olhando-o nos olhos e encontrando neles toda a verdade de que precisava.
B – Não, Armando. Eu não duvido. Me perdoe...
A – Não tem que pedir perdão, mi amor. Não tem... Tem apenas que acreditar em meu amor por você. Diga que acredita, Betty!
B – Eu acredito! Eu acredito, Armando!
Ele a enlaça pela cintura, puxando-a para si. E Betty passa os braços por seu pescoço, oferecendo-lhe os lábios. E beijaram-se avidamente, urgentes de se drogarem um do outro, passando por cima daquela situação e enterrando Karina Larson no túmulo do esquecimento.
B – Então ela estava quase pulando no seu pescoço, hum? – disse sorrindo, ainda colada a ele, acariciando seu peito com o dedo indicador.
A – Mas ela ia ter que correr muito para me pegar, mi vida...
Betty olhou-o sugestivamente.
B – E você não estava gostando disso nem um pouquinho, não é? – Disse com ironia.
Armando olhou-a aturdido. Soltou-a.
A – Claro que não! Eu só queria que ela fosse embora logo!
Betty cruzou os braços, com um olhar sarcástico e risonho.
B – Mas massageou seu ego você ser perseguido por uma modelo, não? Uma super- modelo como ela.
Armando fechou os olhos numa expressão de desdém.
A – Absolutamente que não... Mas me veio uma idéia na cabeça de que eu gostei... Gostei muitíssimo... – disse olhando-a maliciosamente – Uma espécie de fantasia.
Betty sorriu.
B – E como seria?
A – Quando você abriu aquela porta e a viu, imaginei que você poderia reagir como naquele dia em que Paula Ruiz esteve aqui...
Ele se distanciou dela uns passos.
A – Você caminhava até mim... Me olhava bem fundo nos olhos queimando minha pele... Como naquele dia...
Enquanto Armando dizia, demonstrava tudo com gestos, deixando Betty completamente suspensa, totalmente vulnerável a ele.
A – ... Me prensava na parede e me beijava...
Dito isso prensou-a contra parede e beijou-a intensamente sugando-lhe todas as forças, deixando somente o desejo correr em suas veias ameaçando rasgar-lhe o corpo. Ela tinha que parar aquilo antes que fosse tarde demais... Luta consigo mesma para conseguir sua consciência de volta e quase perde a batalha...
Interrompe o beijo.
B – E com que cara você imagina que ela ficaria?
A – Quem? – Disse buscando os lábios dela.
Betty riu.
B – Karina, Armando! Você estava me contando uma situação...
Armando beijou Betty mais uma vez.
A – Ah, sim, Karina, pois bem, ela teria um ataque histérico, mas nós dois não perceberíamos, depois sairia cuspindo fogo pela sala e nunca mais voltaria... Agora, vamos continuar de onde paramos...
Betty se esquivou dele.
B – Mi vida, daqui a pouco chega o horário do almoço e não fizemos nada...
A – Pois é, não fizemos nada... – com ar malicioso.
Betty ri. Coloca-se atrás dele e o segura pelos ombros empurrando-o em direção à sua sala.
B – Então, como dois executivos de uma grande empresa, vamos pelo menos tentar ser profissionais...
Armando sorri. Mas antes de ir para sua sala volta várias vezes para um último beijo.
Escrito desde Apr 7, 2008, 7:54 PM de la direcci�n IP 189.15.181.122