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CAP 156 (O OLHAR)

May 14 2009 at 9:07 AM
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Manon  (Login manon3)
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156 O OLHAR

 

 

Depois de toda a confusão Betty tenta acalmar seu marido, esse está sentado na cadeira na piscina e ela no seu colo...

B- Está mais calminho meu amor? (passando a mão no rosto dele)

A- Não sei... (fazendo biquinho)

B- Meu amor... luz da minha vida... foi só um sonho...

A- Que os dois tiveram? Não acha isso estranho?

B-  É o Amor... é só o que posso dizer... sabe o que acho de verdade?

A- O que?

B- Que você precisa relaxar e isso só com carinho... acho que vou fazer muitos em você...(risos)

A- Não sei se quero... (fazendo doce sorrindo)

B- Garanto quer... e tem mais...

A- Qual? (animadinho)

B- Vou querer também... muito carinho... (fala do ouvido dele) até desmaiar de prazer...

O coração dele queima na hora...

A- Vamos para o quarto meu amor... vamos agora!

Armando levanta e a leva... ela ri tentando sair dos seus braços...

B- Não meu amor... nossos convidados... o que vão dizer?

A- Eu nunca me importei por com isso... não seria hoje...

Ele continua a arrastar Betty...

H- O que está fazendo com ela homem? Não arraste minha filha assim pode machucá-la!

A- Que isso seu Hermes! (a solta)

B- Papai... (abraçando o pai) sabe que ele jamais faria isso... que cuida muito bem de mim... de nós...

H- Eu sei, mas como ele é...

Betty se afasta de Armando com o pai e Edgar senta ao lado do amigo...

E- Ter sogro por perto é uma desgraça não é? Eu padeço quando o meu vem nos visitar... o que em breve acontecerá... ele quer ver os netos...

A- Sorte sua que eles morem no Brasil... o que não entendo... que por mais que faça... por mais que tente ser um bom pai e marido para ele sou uma vergonha de genro.

E- E nunca será... você arrancou a única filha dos braços dele!

Nisso Leandro passa fugindo de Camila e rindo...

L- Não vai me beijar não...

C- Vou beijar sim!

Ele corre com ela atrás rindo... Armando olha para Edgar arrasado...

E- Já sei ele dorme conosco!

A- Porque Deus faz isso comigo?

E- Pois eu acho que você é um homem de sorte... naquele restaurante a onde trabalhei eu ouvia coisas horríveis sobre moçinhas de 14 anos dormindo fora de casa ou até grávidas por aí... Camila não... ela é comportada... obediente...

A- Eu sei que tenho uma menina de ouro! Uma filha perfeita!

E- Também... mas não falo disso... falo... bem... ela tem 15 anos e é um pouco infantil... você a criou em uma redoma... não sabe nada do mundo... eu digo que ela tem sorte porque encontrou meu filho... os parentes de Ruth não tiveram a mesma sorte... uma menina tem 12 anos e está grávida de um homem casado!

A- Cruzes! Eu sei que tive sorte com ela e o Leandro... e sei que ela seria facilmente enganada... porque veja a mãe... também foi super protegida e o que arrumou... um tipo canalha como eu...

Ele olha para Betty que agora está conversando com Julia e Ruth na piscina brincando com Cristina e Aninha...

E- Armando... (ele pensa em perguntar, mas desiste)

A- O que?

E- Nada...

A- Quer saber porque sou um canalha?

E- Eu não consigo te ver como um canalha... pelo pouco que trabalhamos juntos e os comentários dos empregados as Ecomoda... não entendo... é o seu passado... aquele que começou a falar no dia da briga com o neto do banqueiro?

A- Sim... (sem graça), mas ela não gosta que falo nisso porque afinal já passou...

E- Então já passou mesmo porque de canalha você não tem nada... não ficou nenhum vestígio...

Armando olha para ele e sorri...

A- Obrigado!

E- Tem uma coisa que quero saber... Falaram-me, mas não acreditei... quando ela fica de resguardo você também fica?

A- Sim... claro!

E- Todo o resguardo?

A- Não deixa ver... no de... não... no... sim fico!

Nisso o telefone dele toca...

A- Oi Mario!

Mario está na sala de Tatiele ao lado de Reynaldo...

M- Como vai mano?
A- Tudo bem aqui Mario!

M- Olha estou aqui na casa da advogada amiga de Betty, porque ela deu a luz e as mulheres estão fazendo um culto à criança lá dentro... mas o Reynaldo que está comigo aqui tem novidades no caso do Daniel e sua mulher...(sorrindo maliciosamente)

A- Não existe caso entre eles Mario! (já nervoso)

M- Vou passara para ele!

Mario passa o telefone a Reynaldo...

R- Bom dia Armando, como vai?

A- Feliz como sempre! E você?

R- Agora posso responder como você... feliz também...

Armando sorri...

A- Mas o que queria falar?

R- Olha... no dia que Luciana se mudou para a minha casa  Daniel foi até lá e ficou ameaçando e fazendo perguntas a ela sobre o que teria falado para Betty!

A- Mas que desgraçado!

R- Estou te falando porque Luciana disse que iria falar com ela... mas como elas escondem as coisas da gente...

A- Ela não me disse nada... será que ela ainda está me escondendo as coisas?

R- Eu não sei... mas ele entrou com o processo?

A- Sim... mas os advogados da Ecomoda pediram que todo acontecesse depois do resguardo dela.

R- Bem... não acredito que aquele homem queira um acordo.

A- Nem eu... mas obrigado Reynaldo... qualquer final de semana desses espero você de novo aqui em Cartagena e desta vez com a Luciana...

R- De novo? Você nunca me chamou para ir aí.

M- E ele lá quer que a Betty te veja de sunga! Duvido! (risos) Mas pensando bem nem eu! (preocupado)

R- É isso Armando?

A- O Mario não sabe de nada... mas é melhor você não vir! (desliga)

E- Pelo que entendi você convidou e depois disse para não vir...

A- Quando você o vir não vai querer vê-lo de sunga perto de sua brasileira!

E- Cruzes! Deus me livre! Chuta que é macumba!

A- Beatriz... ainda me escondendo as coisas...

Ele fica olhando para Betty e Ruth percebe...

R- Betty ele ainda está olhando... meu Deus nunca vi nada assim... ele passa o tempo todo de olho em você... nunca vi amor assim!

J- Mas não existe minha filha! Esse homem é louco por ela!

B- É claro que sim mamãe... o papai pela senhora e o Edgar por você Ruth... ta na cara que te ama muito!

R- Sim... mas nosso amor é maduro... nos amamos desde crianças... mas vocês com mais de 40 parecem adolescentes! Como nossos filhos!

J- Ai espero que não...  realmente espero que não seja mesmo porque esse homem fazia loucuras para ficar com ela... imagine que me implorava para passar a noite com ela... sem noção não é?

Betty ri e Ruth fica pasma...

R- Como assim?

J- Ele querendo dormir com ela lá no quarto ao lado do meu... e ainda dizia que não ia acontecer nada! Com tantos filhos como acreditaria?

B- Mas era verdade mamãe quando ele prometia ficava quietinho e olha que eu atentava Armando... mas ele firme e forte! (risos) Mas o que acontecia... o que acontece na verdade é que ele não dorme longe de mim... por isso não viaja mais... ele não conseguia fechar bem os negócios porque não dormia direito... mas isso começou quando ainda namorávamos...

J- Já pensou o Hermes em casa e esse menino pulando a janela para ficar com ela!

R- Pulando a janela? (risos)

B- Isso aí começou por uma briga... eu não quis beijá-lo depois de uma cena de ciúmes enorme na porta lá de casa ... então meu pai chegou e ouviu a confusão e me fez entrar... eu achei que ele tinha ido embora, mas que nada pulou minha janela e dormiu lá... depois disso não queria mais sair da minha cama.

R- Mas que safadinho apaixonado esse homem... olhando assim todo senhor de si com esses filhos não imaginaria ele pulando janelas de donzelas! (sorrindo)

B- E donzelas feias! (risos)

Ela olha para ele que sorri para ela...

B- Eu amo esse homem... vou amar para o resto da vida...

R- Mas é linda essa forma que te olha... ele pode fazer o que for, mas está sempre te olhando...

B- Eu e Lety brincamos de um jogo... chamando Armando (risos)... bem... antes dava certo... eu fazia um olhar para ele e na hora ele deixava tudo que estava fazendo e vinha para mim... mas a gente prestava atenção se ele não estava com filhos no colo, porque era capaz de deixá-los cair no chão! (risos)

R- Mas como era esse jogo?

B- Nós criamos para deixar Fernando pegar nas crianças... você imagina... ele vinha do México para ver os gêmeos quando nasceram e ele não deixava o homem pegar nos filhos... ficava com os três no colo... porque Camila ainda era pequena e muito ciumenta... o pai arrumou um modo de ficar com todos juntos.

R- E desta forma ele soltava?

B- Sim... bem... vamos ver se ainda funciona... aiii tomara... (risos)

R- Vamos que quero ver se ainda tem poder por esse homem!

Betty olha para ele e lança um olhar  tão penetrante que vai direto ao coração... ele sente muitas lanças cortando seu peito e levanta indo a direção a ela deixando Edgar falando sozinho...

Ruth fica pasma com a facilidade de Betty para fazer isso.

Ele se ajoelha ao lado dela...

A- Me chamou meu amor?

B- Sim meu amor... vai ver sua filha... está sumida não acha?

Armando levanta e logo a vê sentada com Hermes e Leandro na varanda... ela está abraçada ao avô...

A- Está ali meu amor!

B- Que bom meu amor! (o beija e ele sai)

R- Betty quando alguém me disser... puxa você trabalha para a poderosa Beatriz Mendoza... eu direi que sim... mas não no sentindo da profissional!

Elas riem e Armando volta a sentar ao lado de Edgar...

E- Espero que seja importante o que foi fazer, já que me deixou falando sozinho!

Armando revira os olhos...

A- Você é igual ao Mario!

E- Não! Você que nos faz neuróticos assim!

Camila e Leandro chegam perto das mães...

C- Mamãe podemos andar de bicicleta?

B- Vai pedir seu pai!

C- Mas porque?

B- Porque ontem foi patinar e ele ficou reclamando!

C- Mas eu pedi a senhora... e ele está ainda com raiva de mim...

B- Você apronta...

C- Não quer vir conosco mamãe... a senhora pedalava na gravidez de Aninha!

B- Não meu amor... essa é um pouco mais complicada... mas vai pedir seu pai!

C- Mamãe... a senhora sabe como ele é...

B- Ta minha filha... vai...

Camila beija a mãe e sai...

L- Meu amor espero que a bicicleta de sua não mãe seja rosa porque a dele deve ser tão grande quantos os patins.

Camila e Leandro andam com suas bicicletas pelas ruas próximas a casa... eles ficam lado a lado às vezes trocando beijinhos e muitos risos... ela vê que  no final dessa rua existe uma pequena chácara com cercas de madeiras...

C- Olha... aqui é lindo... vamos entrar! (parando a bicicleta)

L- Mas isso é de sua família?

C- Não... mas acho que não mora ninguém... eu e meus irmãos sempre viemos aqui... juntos com os filhos da dinda!

Ela sobe na cerca...

L- É melhor descer daí... (deixa a bicicleta no chão)

C- Não seja bobo meu amor... venho aqui há anos!

Camila fala olhando para ele e não percebe que a madeira está velha e quebrada e pisa nela levantando o corpo para pular do outro lado, mas a cerca não agüenta o peso dela e quebra de vez levando a menina ao chão...

L- Camila! (gritando)

 Continua...

 

Foto de Camila na cerca...

 

 

 

 



    
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