Todas as pessoas que faziam parte da vida de Mônica começaram a notar que ela não estava bem,ela passava o dia inteiro trabalhando como se não quisesse voltar para casa depois de estar tanto tempo entre quatro paredes com os seus documentos antigos,e sua desculpa era a viagem a São Pedro.Meche tentava fazer com ela saisse um pouco do escritório para se distrair e conversar sobre o problema que a afligia,mas era como se a Mônica de meses atrás estivesse ausente e que não queria saber do resto do mundo.
Na última noite antes da viagem Meche tentou convense-lá a sair para jantar e tomar alguma coisa para aliviar a tensão do trabalho,porém Mônica voltou a negar,deu como desculpa que teria que revisar todos os documentos e realizar algumas anotações,para que quando chegassem a fazenda de Campo Real tudo estivesse em ordem.Meche tentou de várias maneiras convenser a Mônica a sair um pouco e relaxar,que depois ela mesma a ajudaria a revisar os documentos mas Mônica se negou uma vez mais e havia ficado no escritório,com certeza trabalharia até a madrugada,e depois voltaria a aparecer com o rosto pálido e com as olheiras que a acompanhavam a três meses.
Hoje o dia tinha sido muito difícil para Mônica,não se lembrava de quanto tempo estava revisando os documentos que precisaria utilizar em Campo Real enquanto durasse aquela expedição,necessitava ir para casa,tomar um longo banho de espuma,ir para cama e não pensar mais nos antepassados da família Altamira,nem na sua própria vida.Fazia três meses que sua vida havia sofrido um giro de 360°,não sabia como tudo tinha mudado tão rápido e ela não havia podido fazer nada para evita-lô.Naquele momento não sabia se a sua dor de cabeça estava sendo causada pela quantidade de informação contida nos documentos,pelos problemas pessoais ou pelo cansaço que sentia,só precisava fechar os olhos por um momento e acabar com as 20 horas que lhe faltavam para acabar de revisar os documentos e iria para casa.
Mônica se inclinou na cadeira do seu escritório e fechou os olhos como se tentasse escapar de tudo que a rodeava.Estava com muita raiva,pois apesar de ter bastante tempo que não sabia nada de André,ele ainda continuava presente em sua mente,seu cheiro,seus beijos,suas caricias e acima de tudo a sua companhia,o que ela havia feito de errado para que ele a abandonasse?Pensara que os dois haviam sido feitos um para o outro mas..... ele só havia brincado com os sentimentos dela.Apertava os olhos e os punhos toda a vez que se recordava do dia em que André foi a sua casa e lhe disse que não poderia continuar com ela porque estava apaixonado por Aimée,sua própria irmã,que não sabia como nem quando havia acontecido mas que não poderia mais ocultar os seus sentimentos e que a havia pedido em casamento e ela havia aceitado.
Mônica se lembrava de como suas pernas haviam fraquejado naquele momento,como se seu corpo estivesse colado no chão enquanto suas palavras ecoavam no fundo da sua mente.O primeiro homem por quem havia se apaixonado,ao que havia entregado o seu coração estava abandonando-a por sua única irmã como se nada do que haviam vivido até aquele mmento importasse,e não por estar em dúvida quanto aos seus sentimentos e sim por estar apaixonado por Aimée,no fim das contas por outra mulher.
Mônica se perguntava mil vezes o que havia feito de errado para que ele se apaixonasse por ela,o que Aimée tinha que ela não tivesse,sabia perfeitamente que existiam mulheres mais bonitas que ela e sua irmã tinha uma beleza exuberante,mas pensava que André gostava dela por sua essência e personalidade e não por sua beleza,quanto estava equivocada!,sabia qual havia sido seu erro com André,mas havia pensado que ele a entenderia neste aspecto,sabia perfeitamente que as mulheres de hoje em dia não davam importância a isso mas ela sim,desde de pequena se havia feito a promessa de que o dia que faria amor com um homem seria quando realmente o amasse não ia esperar até o casamento,mas também não ia pular na cama do primeiro que aparecesse,e pensava que André havia se interessado em Aimée por não estar satisfeito neste aspecto e que por necessitar disto em uma relação havia ido procurar fora.Bem,isso de ir buscar fora chegava a ser irônico,já que ele não precisou se afastar muito dela para encontar.E qual foi o resultado?,ela estava sozinha e com o coração em pedaços,e como se tudo isso fosse pouco depois da conversa com André ao chegar em casa se deparou com as malas de sua irmã Aimée na entrada do apartamento e ela a sua frente lhe dizendo coisas terríveis:
- André é o homem da minha vida....... é perfeito para mim....... tem muito dinheiro e me ama........ vou embora com ele......... vamos nos casar e depois disso não quero te ver nunca mais,nem a você,nem a ninguém desta família miserável.
- Aimée você não pde ser tão má,por que você está fazendo isso?
- Estou pensando em mim,em meu futuro,ficando ao seu lado o que eu posso conseguir?..... Sabe que eu sempre desejei ser rica,ter uma boa posição social e status,está é a oportunidade com a que eu venho sonhando a anos e não vou deixa-la escapar - conclui enquanto a mirava com ar triunfante.
Depois de tudo que havia feito por ela,Aimée lha dizia todas estas coisas,assim ela lhe pagava.Mônica pensava o que havia feito de errado nesta vida para que tudo isso acontecesse com ela,deveria ter sido muito má no passado,pois não encontrava outra explicação.Não queria pensar mais e tentou dormir por uns dez minutos para ver se a dor de cabeça que a estava atormentando passava.
Não haviam passado mais de cinco minutos e Mônica se encontrava profundamente adormecida em seu escritório tentando escapar do sofrimento tão grande que sentia.
Não podia acreditar que havia tido a coragem para fazer tudo o que havia feito por ela,por um lado estava tremendamente feliz por tê-la ao seu lado,por saber que ela seria sua para sempre e que era somente sua mulher,mas em contrapartida se sentia culpado pelo sofrimento que havia provocado em Mônica.Sabia perfeitamente que ela não merecia o que ele havia feito mas ele não pode resistir aos encantos de sua irmã e de apaixonar-se perdidamente por ela a ponto de perder a cabeça.Aimée era tão diferente de Mônica que as duas eram como a noite e o dia,era uma mulher um pouco mais jovem que ele,porém era uma mulher completamente irrestível e com uma beleza selvagem que não passava despercebida a nenhum homem.Mas agora não queria pensar mais no que já havia acontecido o mais importante para ele era que Aimée era sua mulher perante a lei e que pertencia a ele de corpo e alma.Ainda estavm em lua - de - mel,e tinha a sensação que apenas a algumas horas ela havia se convertido na senhora Alcázar e Valle,não podia deixar de repetir estas palavras enqunato a observava dormir com um sorriso no rosto.
Mônica começou a inquietar-se enquanto dormia na cadeira como se estivesse tendo um pesadelo e de repente se levantou bastante agitada,estava sonhando com os mesmos olhos que a atormentavam desde que André tinha partido,eram muito parecidos aos seus mais sentia que o dono destes olhos e ela estavam unidos por um laço muito importante,porém não sabia quem era ele apesar de vir sonhando com ele à três meses todos os dias,as vezes acordava sufocada e envergonhada com o que sonhava.
Não podia acreditar que o seu subconciente a enganava desta forma criando um homem muito bonito para que a recordação de André desaparecesse,acreditava que o rompimento havia provocado nela um estado de loucura que já a estava assustando.Havia mudado tanto durante este tempo,estava mais magra devido ao exesso de trabalho e ao pouco apetite,sua pele estava pálida e as olheiras que somavam ao seu rosto lhe davam um aspecto deploravel.Evita se olhra no espelho para não ver a pessoa em que havia se transformado,mas já havia planejado para quando voltasse de São Pedro faria várias mudanças em sua vida e começaria a sair deste mundo abstrado no qual se encontrava e que não podia nem queria escapar.
Se sentou na cadeira e começou a revisar os documentos que faltavam para ler,mas olhando no seu relógio de pulso percebeu que faltavam menos de 45 minutos para ir buscar a Meche e se dirigirem até o aeroporto,estava nervosa e realmente não sabia o motivo,já havia viajado milhares de vezes e nunca tinha ficado neste estado de nervos notava como suas mãos começavam a suar e a garganta seca que lhe custava pronunciar qualquer palavra,se sentia ridícula pela ansiedade na qual se encontrava como se tivesse a sensação que nesta viagem algo iria acontecer,não sabia o porque mas tinha o pressentimento que alguma coisa iria mudar sua vida nesta viagem.
Mensagem enviada Feb 9, 2008, 11:21 AM do endereço IP 201.51.171.5